03/10/2008 15:30
MUDANÇA
Caro amigo,
A partir de hoje o blog está em outro endereço.
Por favor, acesse
http://colunistas.ig.com.br/sergiopatrick para navegar no novo blog.
Em breve o redirecionamento deste endereço para o novo será automático.
Obrigado e abraço,
Patrick
enviada por Patrick
01/10/2008 21:58
OS RESERVAS E OS GÊNIOS
Júlio Baptista entrou aos 6 minutos do 2º tempo no lugar do francês Menez e garantiu a vitória da Roma sobre o Bordeaux, na França, por 3x1. O jogo estava 1x1 quando o técnico Luciano Spaletti resolveu aproveitar o brasileiro.
Na Ucrânia, Lionel Messi ficou no banco do Barcelona até os 15 minutos do 2º tempo. Quando entrou, o argentino empatou a três minutos do final e virou nos acréscimos a partida contra o Shakhtar Donetsk para 2x1. Ao ser perguntado sobre o desempenho do craque, o treinador Josep Guardiola desconversou.
O que foram os dois técnicos? Geniais por terem encontrado nos bancos as soluções para jogos difíceis? Ou pisaram na bola ao deixar atletas importantes fora dos times titulares?
Me lembro ainda que a escalação de Ronaldinho não era a primeira opção do técnico Carlo Ancelotti, mas com gol do brasileiro o Milan ganhou o clássico contra a Inter.
Outros bancos chamaram a minha atenção na rodada da Liga dos Campeões neste meio de semana. Os ótimos Lucas e Mascherano esquentaram o banco do Liverpool na vitória por 3x1 sobre o PSV. E o sempre perigoso artilheiro Liédson sequer entrou nos 2x0 do Sporting sobre o Basel.
enviada por Patrick
28/09/2008 22:40
FINALMENTE, INTER
Quando o Brasileirão estava para começar, me recordo de ter apontado Palmeiras e Internacional como os principais candidatos ao título nacional. Os dois times tinham tudo, especialmente bons jogadores, mas demoraram a engrenar.
O Palmeiras decolou um pouco antes, encostou no grupo dos quatro melhores ainda no final do primeiro turno e agora assume pela primeira vez a liderança. Pelo treinador que tem e especialmente por alguns jogadores como Marcos, Diego Souza e Alex Mineiro, tenho a impressão de que será o campeão.
Já o Inter chegou a passar uma rodada na zona do rebaixamento, mas agora parece firme rumo a uma das vagas para a Libertadores do ano que vem. O colorado ainda tem tudo para brigar pelo título da Copa Sul-americana.
É aquela história: se tivesse sido montado antes, o time do Inter brigaria pelo título. Não dá para duvidar de uma equipe com o ótimo Alex, o talentoso DAlessandro, o rápido artilheiro Nilmar e o eficiente Guiñazu. Méritos do técnico Tite e da diretoria. Finalmente, o Inter começa a jogar bola. Azar de quem ainda tem o colorado pela frente na tabela.
enviada por Patrick
25/09/2008 18:52
CONVOCAÇÃO
Hora de cornetar mais uma convocação do técnico Dunga, agora para os jogos contra Venezuela e Colômbia pelas eliminatórias. E mais uma vez não concordo com muitas coisas. Vou passar posição por posição.
No gol, concordo com o titular Júlio César, mas não levaria Doni com os talentosos jovens Renan e Diego Alves em ação no futebol espanhol. Na lateral, tudo bem na direita e tudo mal na esquerda. Como pode o treinador não enxergar a má fase de Kléber, que o próprio jogador do Santos admite? Além disso, Juan Maldonado não foi bem na primeira chance que teve. Acho que nenhum dos dois merecia mais do que pelo menos outros dois laterais: Leandro, do Palmeiras, e André Santos, do Corinthians.
Na zaga, Alex, do Chelsea, não vem jogando, mas tecnicamente talvez seja uma das melhores opções mesmo. Não é demérito ser reserva de Ricardo Carvalho e John Terry. No meio, não vejo motivos para a ausência de Hernanes e não entendo o critério para deixar Ronaldinho Gaúcho de fora. Se o problema é o fato de não estar jogando no Milan, como alegou o treinador, o que ele fez nos Jogos Olímpicos e nos duelos contra Chile e Bolívia pelas eliminatórias???
E no ataque fico feliz ao ver o retorno de Alexandre Pato. Pelo potencial e pelo que já mostrou, tem que ser convocado sempre. É o único setor no qual não vejo muitos problemas. Talvez seja interessante observar Amauri, da Juventus, que tem marcado um gol atrás do outro.
Ah, e no banco, não concordo com Dunga como treinador. Mas aí quem convoca é o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que deve estar preocupado com alguma outra coisa.
enviada por Patrick
24/09/2008 22:25
COPA SUL-AMERICANA
Muito já se falou sobre a importância da Sul-americana, mas pouco foi feito. A competição perde na comparação com quase todos os campeonatos nacionais do continente na visão dos principais clubes, que invariavelmente preservam titulares. O segundo torneio da Conmebol já foi Supercopa de Campeões da Libertadores, Copa Conmebol, e Mercosul/Merconorte.
As mudanças constantes não ajudaram em nada. Não há tradição. Só a força dos grandes clubes sul-americanos pode resolver a questão. Em termos de calendário, a alternativa mais racional é espalhar a Libertadores durante toda a temporada e organizar a Sul-americana simultaneamente, até com a possibilidade de clubes eliminados na Libertadores jogarem a Sul-americana, que classificaria o campeão para a Libertadores seguinte.
O problema é que as maiores marcas do futebol do continente estariam quase sempre na Libertadores. E para a Sul-americana, o que sobraria? Será que dá para fazer um bom torneio com Coronel Bolognesi, Ñublense e Sport Áncash?
enviada por Patrick
22/09/2008 19:44
E AÍ, CONMEBOL?
Uma das coisas mais fáceis da vida de cronista esportivo é criticar a Confederação Sul-americana de Futebol. A entidade dá motivo o tempo todo. Desta vez confesso que não resisti.
Há cinco dias o Vasco já havia reclamado e o Palmeiras respondido sobre a situação da inscrição do atacante Thiago Cunha. Bastava um pronunciamento. Mas a Conmebol só se manifestou no final da tarde desta segunda para pedir desculpas sobre um erro no site oficial. Erro que fez os vascaínos duvidarem da regularidade da escalação do jogador. Ao final da partida entre as duas equipes pelo Brasileirão neste domingo, as duas comissões técnicas se preparavam para viajar para o Peru esta semana.
Com este problema resolvido, espero agora a posição da Sul-americana sobre a pedrada que atingiu o assistente boliviano Jorge Calderón na partida entre Olímpia, do Paraguai, e Universidad Católica, do Chile. O jogo foi encerrado aos 39 minutos do segundo tempo no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção, no Paraguai. Pertinho de Luque, sede da Conmebol.
Algo parecido aconteceu no dia 6 de fevereiro deste ano, quando o Cruzeiro eliminou o Cerro Porteño na Pré-Libertadores no estádio Defensores Del Chaco, também em Assunção. Mas aconteceu também em jogo do Boca Juniors pela mesma Libertadores 2008. E muitas outras vezes em outros estádios nos últimos anos. As punições se restringem a multas pequenas e interdições por prazos curtos.
Não se trata, portanto, de um país com problemas maiores do que os outros. A questão é uma entidade que não se posiciona de maneira firme para fazer o mínimo necessário pela segurança de torcedores e jogadores. Como resultado, os torneios que ela organiza perdem credibilidade.
enviada por Patrick
19/09/2008 20:16
DO JEITO QUE O CHEFE GOSTA
O técnico Dunga pode começar a esfregar as mãos. Apesar de já ser um veterano, o volante Mineiro não está nem perto de perder a condição física, muito menos de terminar a carreira. É inegável, no entanto, que a forma técnica caiu muito desde que o jogador deixou o São Paulo e foi para o Hertha Berlim, da Alemanha, custando até mesmo a vaga que tinha na seleção brasileira.
Como a posição é uma das mais problemáticas para o treinador do Brasil, o novo clube de Mineiro tem tudo para fazer a diferença a favor do jogador. O volante é o mais recente reforço do Chelsea, contratado por indicação de Felipão para o lugar do contundido Essien. A confirmação foi feita pelo assistente de Scolari no clube inglês Flávio Teixeira, o Murtosa, em entrevista à Rádio Bandeirantes.
((ouça trecho da entrevista aqui:
http://blogdopatrick.blig.ig.com.br/imagens/murtosa_mineiro.mp3))
Aos 33 anos, Mineiro é aquele jogador que sabe trabalhar taticamente. Do jeito que gosta Felipão, o novo chefe.
enviada por Patrick
16/09/2008 23:23
EM MADRID, O FUTURO É DO ATLÉTICO
A torcida do Atlético de Madrid passou anos lembrando dos gols decisivos do atacante Luis Aragonés e da raça do argentino Diego Simeone. O primeiro já tem mais de 70 anos e está consagrado como treinador campeão europeu pela seleção da Espanha, hoje no comando do Fenerbahce, da Turquia. O segundo está perto dos 40 e também já mudou de função, sendo hoje o técnico do River Plate.
O surgimento de Fernando Torres recuperou boa parte da auto-estima dos torcedores, mas a companhia modesta não permitiu que El Niño desse um título ao clube. A transferência para o Liverpool, no entanto, foi o passaporte para temporadas boas.
Com dinheiro em caixa, a diretoria reforçou bem o time e viu explodir o argentino Sergio Kun Agüero, atacante com talento para ser um dos melhores do mundo por muito tempo. Além disso, o garoto emprestou ao Atlético a imagem do sogro Diego Maradona, explorada como a de um fanático pelo clube.
Comandado pelo competente mexicano Javier Aguirre, o Atlético tem condições de conseguir excelentes resultados já este ano, mas o melhor ainda pode estar por vir. Como já foi generosa com o Real Madrid com a compra da área de um Centro de Treinamento e a venda de outro terreno em condições que, digamos assim, uma mãe faria para um filho, a prefeitura de Madrid está fazendo negócios agora com o Atlético.
Este simpático estádio Vicente Calderón que você vê na foto vai ser demolido para que o parque que está sendo implantado no local tenha um lago. E o clube não ficará desamparado. Vai ganhar o novinho estádio Olímpico que a capital espanhola já prepara para os Jogos de 2016, mesmo sem saber se vai ter direito de sediar o evento.
O aporte financeiro e o potencial de negócio de uma nova arena podem se somar aos esforços da diretoria de aproximar o clube dos imigrantes, cada vez mais numerosos na Espanha. É o caminho para uma grandeza que muitos torcedores do Atlético jamais imaginaram que o clube pudesse alcançar.
enviada por Patrick
14/09/2008 22:57
CINCO TIMES E UMA TAÇA
A rodada poderia ter sido fantástica para o Grêmio, considerando que eram boas as chances de ampliação da vantagem com uma vitória sobre o Goiás e um empate entre Cruzeiro e Palmeiras. Deu tudo errado para o tricolor gaúcho e tudo certo para o equilíbrio do Campeonato Brasileiro.
Agora, os gremistas vão ter que encarar a pressão em duas rodadas difíceis e que devem testar a capacidade de o time gaúcho brigar pelo tri. A equipe comandada por Celso Roth terá o Atlético-PR pela frente no próximo domingo e depois vai enfrentar o clássico contra o Inter, no Beira-Rio.
Já o Palmeiras começa a ver como boas as chances de levantar a taça pela quinta vez. Além da ótima vitória sobre o Cruzeiro, os paulistas terão até o final do Brasileirão três confrontos diretos em casa, contra Grêmio, São Paulo e Botafogo. Ainda estão na luta pelo título o Cruzeiro, o Botafogo e o São Paulo, com apenas sete pontos de diferença entre o líder o quinto colocado.
enviada por Patrick
10/09/2008 22:35
DUNGA
Confesso que passei os pouco mais de 90 minutos de Brasil x Bolívia tentando encontrar motivos para elogiar Dunga. Pensei que seria interessante fazer o exercício e encarar um jogo da seleção de forma diferente do que fiz nas últimas partidas da seleção.
A boa vontade durou apenas meia hora. Impossível gostar de um time que não tem vontade e não tem opções táticas. E a coisa ficou pior ainda depois que a Bolívia desmontou a retranca e saiu para o jogo, ainda no primeiro tempo. Então vamos às críticas...
Além de não ter experiência como treinador, Dunga não conseguiu dar ao time a raça que ele sempre teve como jogador e que faltou ao time na Copa de 2006. Em pouco tempo, o técnico se indispôs com os maiores nomes do futebol brasileiro: Kaká e Ronaldinho Gaúcho.
Depois vieram falhas graves em convocações e escalações, principalmente no setor em que Dunga atuou a vida inteira. O treinador insistiu com Gilberto Silva, Mineiro e Josué, os três em má fase, enquanto pintavam muito bem jovens como Lucas, Hernanes e Ramires.
Não desprezo o título da Copa América ou o bronze olímpico, mas não tive prazer de ver a seleção brasileira desde que Dunga assumiu. E não me parece que ele saiba o caminho para sair desse buraco.
enviada por Patrick
10/09/2008 21:43
NADA DE ENGENHÃO EM 2014
Um estádio por cidade. Assim decretou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Isso deixa o estádio João Havelange, o Engenhão, fora da Copa do Mundo. O Maracanã, templo do futebol nacional, vai ser o palco carioca para o Mundial, recebendo inclusive a final. E o mesmo raciocínio vale para São Paulo, onde o Morumbi foi indicado inicialmente como o estádio cidade, mas há outros projetos de olho na Copa.
E mesmo com uma forcinha da seleção brasileira, o Engenhão parece mesmo não ter caído no gosto do povo do Rio de Janeiro. O jogo Brasil x Bolívia teve um dos piores públicos da seleção em jogos das eliminatórias nos últimos anos. Dos 45 mil lugares do estádio, 29 mil ingressos foram colocados à venda com preços entre 15 e 200 reais. Vamos saber em um mês se o problema é o estádio ou a relação do carioca com a seleção. O próximo encontro está marcado para o dia 15 de outubro. O adversário é a Colômbia. O palco é o Maracanã.
enviada por Patrick
30/08/2008 10:57
Um exemplo de Madri
Bastidores da TV Real Madrid: jornalistas podem criticar diretoria e jogadores
Aproveitei o descanso pós-Olimpíada para conhecer uma cidade cada vez mais importante para o esporte mundial e já tenho algumas coisas para contar daqui de Madrid.
A capital espanhola vibra com a temporada fantástica de Rafael Nadal no tênis, ainda comemora o título da seleção no Euro-2008, espera a recuperação de Fernando Alonso na F-1 e reclama da arbitragem na derrota para os EUA na final masculina do basquete nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Quando olham mais para frente, os espanhóis sonham com os Jogos Olímpicos de 2016 em Madrid e trabalham sério para isso. O futuro próximo aponta para mais uma temporada boa de futebol, com os gigantes Real Madrid e Barcelona acompanhados por Atlético de Madrid e Villareal como os mais sérios candidatos ao título nacional e clubes que representam o país na Liga dos Campeões da Europa.
E a temporada foi assunto para o programa Extra Time, da TV Real Madrid, do qual acompanhei a gravação nesta sexta. Trata-se de um debate em inglês transmitido para muitas partes do mundo (vários países europeus, africanos e asiáticos) duas vezes por semana, às segundas e sextas. É parte importante da estratégia de globalização da marca do clube. O apresentador Dan Thomas é inglês e os debatedores são jornalistas que acompanham o dia-dia do clube. Na edição desta sexta estavam uma espanhola, um brasileiro, um italiano e um libanês.
Interessante observar que, apesar de ser um programa oficial do Real Madrid, os jornalistas têm liberdade para criticar o trabalho da diretoria e os jogadores. Lição para dirigentes brasileiros que pretendem explorar o segmento no Brasil. Falou-se muito em Robinho. Nem mesmo gente de dentro do clube sabe o que vai acontecer com o brasileiro até o fechamento do mercado europeu nesta segunda-feira. O jogador já ficou fora da convocação para a estréia do time no Campeonato Espanhol neste domingo contra o Deportivo, em La Coruña.
enviada por Patrick
24/08/2008 05:02
Festa Chinesa
Imagem em painel publicitário mostra povo chinês empurrando atletas olímpicos
Os chineses lideraram com folga o quadro geral de medalhas desde o primeiro dia dos Jogos de Pequim e mostraram que vai ser difícil pará-los nas próximas Olimpíadas.
O esporte ganhou impulso nos últimos anos e agora virou questão prioritária para o Estado. Os investimentos apresentaram resultados impressionantes como nove medalhas de ouro na ginástica artística, sete nos saltos ornamentais, oito no levantamento de peso, quatro no tênis de mesa e cinco no tiro esportivo.
Os chineses ainda se atreveram a ganhar títulos olímpicos em modalidades nas quais nem apareciam entre os melhores há quatro anos: natação, vela, remo, luta, esgrima, tiro com arco, canoagem e boxe.
enviada por Patrick
23/08/2008 14:39
SEGURANÇA
Esta é uma das entradas do ambiente olímpico aqui em Pequim. Elas estão em todos os locais de competição, no Parque Olímpico, em estações de metrô e até nas passagens subterrâneas da Praça da Paz Celestial.
Sacolas, mochilas e malas são colocadas em um aparelho de raio-x, como em aeroportos. Computadores portáteis têm que ser verificados separadamente. Todas as pessoas, credenciadas ou com ingressos, são obrigadas a passar por um detector de metais e podem ser submetidas a revista com detectores manuais.
Os chineses já começam a preparar um grande esquema de segurança para a cerimônia de encerramento. É a única coisa que falta para que os Jogos Olímpicos de Pequim sejam considerados sucesso total. No âmbito esportivo, vários recordes caíram e o nível técnico foi muito bom em quase todas as modalidades. E críticas à organização foram ouvidas apenas em casos isolados, como a perda da vara da brasileira Fabiana Murer.
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22/08/2008 14:08
O REI E OS JOGOS OLÍMPICOS
Rei Pelé concede entrevista na Vila Olímpica
Atletas do mundo inteiro e de várias modalidades emocionaram o Rei do Futebol nesta sexta-feira aqui em Pequim. Novo garoto-propaganda da campanha Rio 2016, Édson Arantes do Nascimento foi convidado para conhecer a Vila Olímpica e foi assediado como se fosse uma estrela do esporte atual.
Faz mais de 30 anos que Pelé parou de jogar e pela primeira vez que o vi surpreso com o encanto que é capaz de produzir. Foi assim com jovens atletas do mundo todo, que cercaram o ex-camisa 10 da seleção para uma foto ou um autógrafo. Há oito anos tive o prazer de entrevistar Pelé sobre os Jogos Olímpicos e ele revelou que o fato de nunca ter disputado uma edição olímpica por ter entrado muito cedo na seleção principal de futebol foi uma das maiores frustrações da brilhante carreira.
enviada por Patrick
22/08/2008 02:42
HISTÓRIA OLÍMPICA 142
Além das 10 medalhas, sendo cinco de ouro, o Brasil também comemorou outros bons resultados nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Pela primeira vez a ginástica classificou uma equipe completa para os Jogos, a feminina. Daiane dos Santos chegou à final do solo e foi a quinta colocada. No taekwondo, Diogo Silva e Natália Falavigna ficaram na quarta posição. Na natação, foram cinco finais: Joanna Maranhão nos 400m medley, Flavia Delaroli nos 50m livre, Thiago Pereira nos 200m medley, Gabriel Mangabeira nos 100m borboleta e a equipe feminina do revezamento 4x200m livre.
enviada por Patrick
21/08/2008 15:03
AS ÚLTIMAS CHANCES
Corredores do IBC já estão cheios de caixas que vão levar o equipamento das emissoras
Organizadores dos Jogos Olímpicos já preparam a desmontagem da estrutura. Falta pouco tempo para o Brasil conquistar as medalhas que ainda não vieram aqui na China. E restam poucas chances...
Em Pequim, a novidade foi o ouro da natação, com César Cielo nos 50 metros nado livre. O Brasil não conseguiu ampliar a quantidade de modalidades no pódio olímpico, o que era um dos objetivos do Comitê Olímpico Brasileiro. Vela e judô garantiram a maioria das medalhas do país e agora o vôlei deve melhorar a situação no quadro geral.
enviada por Patrick
21/08/2008 07:42
HISTÓRIA OLÍMPICA 141
A delegação brasileira subiu 10 vezes ao pódio nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, com três medalhas de bronze. Vanderlei Cordeiro de Lima foi o terceiro na maratona, que liderava até ser empurrado por um espectador que protestava. No judô, dois atletas mantiveram a tradição de medalhas para o Brasil. Leandro Guilheiro ganhou o bronze na categoria leve e Flávio Canto comemorou a medalha na categoria meio-médio. Na vela, Ricardo Bimba Winicki liderava com folga a classe mistral até a última regata, mas foi muito mal na etapa decisiva e não conseguiu ficar entre os melhores.
enviada por Patrick
21/08/2008 02:07
QUATRO SEMIFINAIS
Jornalistas transmitem jogo no Capital Gymnasium, onde são disputadas partidas de vôlei nos Jogos Olímpicos de Pequim
O Brasil ainda está longe de corresponder às previsões feitas sobre a campanha do país aqui em Pequim. Apenas judô, natação e vela garantiram medalhas até agora, mas o vôlei promete melhorar a posição da equipe brasileira no quadro geral.
É muito bom ver a prova de que organização e trabalho sério sempre dão bons resultados. E melhor ainda perceber que eles têm durado muito, que a renovação tem acontecido constantemente, na quadra e na praia.
Ainda são três chances de ouro e uma de bronze. O vôlei brasileiro pode deixar Pequim com seis medalhas, o que seria incrível. De tudo que tenho visto, estou impressionado com o time feminino, comandado por José Roberto Guimarães. A equipe está equilibrada e com ótimo aproveitamento em todos os fundamentos. Para mim, a melhor chance de título olímpico.
enviada por Patrick
21/08/2008 02:03
HISTÓRIA OLÍMPICA 140
Das 19 medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, duas foram de prata. Depois de dominar o circuito mundial por muitos anos, a dupla Adriana Behar e Shelda não foi páreo na decisão para as americanas Walsh e May. No futebol, sem a seleção masculina, que nem se classificou para os Jogos, as meninas brilharam. Com preparação de apenas seis meses com o técnico René Simões, o time, que tinha até jogadoras sem clube, chegou à final, passou perto do ouro e foi perder só na prorrogação, uma das pratas mais comemoradas da história olímpica brasileira.
enviada por Patrick
19/08/2008 09:54
FOI E NÃO VOLTA MAIS
Décima no salto com vara, Fabiana Murer voltou a sorrir no embarque para o Brasil
Muitas coisas aconteceram entre o encerramento da participação de Fabiana Murer no salto com vara e o embarque da brasileira para casa. Depois de chorar ao perder a boa chance que tinha de conquistar medalha no estádio Olímpico, a brasileira teve dificuldade para pregar os olhos na Vila Olímpica.
Resolveu sair para dar uma volta e encontrou o técnico Élson Miranda. Os dois resolveram comer alguma coisa no refeitório e caminhar. Quando começou a chover, os dois foram se proteger justamente no local em que os organizadores dos Jogos checavam equipamentos para entender o que tinha acontecido no Ninho de Pássaro.
Ao perceber que os homens tiraram fotos, Fabiana prestou atenção e reconheceu a tal vara intermediária que faltou na final, deixada de forma errada por eles junto com os tubos de vara das atletas que não se classificaram para a final.
Mais calma ao deixar Pequim, Fabiana Murer revelou ter revisto a decisão de não competir mais este ano, mas confirmou que não voltará à China, onde tinha duas competições programadas ainda em 2008.
enviada por Patrick
19/08/2008 09:52
HISTÓRIA OLÍMPICA 139
A delegação brasileira quebrou vários recordes nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Além de ser o grupo mais numeroso do país em uma edição olímpica, com 247 atletas, o Brasil também teve o melhor desempenho da história, com cinco ouros e a 16ª colocação no quadro geral. Algumas conquistas eram esperadas, como os bicampeonatos da seleção masculina de vôlei, de Robert Scheidt na classe laser da vela e Torben Grael e Marcelo Ferreira na classe star da vela, além da dupla Emanuel e Ricardo no vôlei de praia. O país ainda comemorou o ouro na prova de saltos do hipismo meses depois do evento. Rodrigo Pessoa subiu ao pódio para receber a prata em Atenas, mas foi considerado campeão olímpico por causa do doping do cavalo Waterford Crystal do irlandês Cian OConnor, que acabou desclassificado.
enviada por Patrick
18/08/2008 06:34
DECEPÇÃO CHINESA
Neste belo estádio Olímpico, apelidado de Ninho de Pássaro, um dos grandes orgulhos dos chineses, os donos da casa viveram a maior decepção até agora nos Jogos de Pequim.
O velocista Liu Xiang, campeão olímpico e mundial dos 110 metros com barreiras, sentiu lesão logo nas eliminatórias da prova. As conseqüências foram um silêncio indescritível seguido por lágrimas de alguns torcedores nas arquibancadas.
Xiang é um dos atletas mais carismáticos e populares da China e está em quase todos os anúncios relativos ao esporte na cidade de Pequim. Há quem acredite que Liu Xiang, que tentou escapar do assédio nos últimos dias, não tenha suportado a pressão. Ao mesmo tempo em que viu o cubano Dayron Robles quebrar o recorde mundial dos 110m com barreiras, o chinês não conseguiu fazer nenhuma das dez melhores marcas do ano na prova.
enviada por Patrick
18/08/2008 06:33
HISTÓRIA OLÍMPICA 138
Quem viu o jovem Michael Phelps terminar em quinto lugar os 200 metros borboleta nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, não poderia imaginar que ele quebraria o recorde mundial da prova no ano seguinte e continuaria a evolução até se consagrar como um dos maiores nomes da natação em Atenas-2004. Primeiro atleta a se classificar para seis provas individuais, Phelps preferiu não participar dos 200 metros costas por causa da maratona de competições. Em plena forma, o americano saiu direto da água para o pódio oito vezes, com seis medalhas de ouro: 100 e 200 metros borboleta, 200 e 400 metros medley, e revezamentos 4x100 medley e 4x200 livre.
enviada por Patrick
17/08/2008 14:23
CHINA INCRÍVEL!
Os Jogos Olímpicos de Pequim ainda têm sete dias de competições, mas a China já comemora a melhor campanha de sua história e mostra que vai ser impossível tirar dos donos da casa o primeiro lugar no quadro geral. É impressionante! Os chineses chegaram a 35 ouros depois do fim de semana, que teve 64 eventos que distribuíram medalhas.
O número já é maior do que as 32 medalhas de ouro conquistadas em Atenas há quatro anos, quando a China ficou em segundo lugar, atrás apenas dos EUA, que ficaram com 36 ouros. Fica claro que a campanha americana também será superada.
A revolução no esporte chinês começou há cerca de dez anos e aqui em Pequim eles têm conseguido não só resultados impressionantes nas modalidades em que são tradicionalmente fortes, mas também apareceram muito bem em esportes nos quais não costumavam brilhar, como esgrima e levantamento de peso.
enviada por Patrick
17/08/2008 14:14
OITO
Rei, peixe, fenômeno. Escolha a palavra que quiser para definir Michael Phelps e dificilmente você vai conseguir descrever o que significa para a natação e para o movimento olímpico. Ele chegou ao oitavo ouro e quebrou o recorde de medalhas em uma só edição dos Jogos Olímpicos.
Se fosse um país, Phelps seria o 15º colocado no quadro geral da última olimpíada, em Atenas. Hoje ele brincou dizendo que, assim como os chineses, agora tem o 8 como o número da sorte. O americano também revelou ter feito cerca de 40 testes antidoping na China e defendeu controle rígido de substâncias proibidas.
Para completar, o nadador de apenas 23 anos revelou que se divertiu muito em Pequim, contou que vai ficar por aqui até o dia 21. Para o maior nome dos Jogos de 2008, ofereço um trono imperial chinês, da bela Cidade Proibida da capital do país.
enviada por Patrick
17/08/2008 07:28
HISTÓRIA OLÍMPICA 137
Como não se bastasse ser a competição mais tradicional do atletismo e ser disputada na Grécia no mesmo percurso da primeira edição da era moderna, em 1896, a maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, ainda teve uma história incrível. O brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima liderava a corrida próximo do quilômetro 35, quando foi empurrado por um espectador que protestava. Mesmo conseguindo se desvencilhar, Vanderlei perdeu ritmo e caiu para a terceira posição. O incidente não tirou a alegria do brasileiro, que emocionou o mundo ao comemorar a medalha de bronze na chegada ao estádio de mármore Panathinaikos. Pela demonstração de espírito olímpico, Vanderlei Cordeiro de Lima ganhou também a medalha de honra Pierre de Coubertin do Comitê Olímpico Internacional.
enviada por Patrick
16/08/2008 04:23
O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
O nadador César Cielo, campeão olímpico dos 50 metros nado livre, abraça os pais
César e Flávia na saída do Cubo DÁgua, o Centro Aquático Nacional de Pequim
É verdade que uma Olimpíada nos inspira a pensar na história, a lembrar de grandes resultados e comparar épocas. Mas quando a opinião vem de alguém que conhece muito uma modalidade, é bom prestar atenção. Melhor ainda se for um especialista na prova em questão.
Por isso mesmo, é bom prestar muita atenção quando Fernando Scherer diz: O Cesão é o maior nadador do Brasil de todos os tempos.. Xuxa tem duas medalhas olímpicas, dois bronzes: um no revezamento 4x100m nado livre em Sydney-2000 e outro nos 50m nado livre em Atlanta-1996, exatamente a mesma prova que deu a Cielo o ouro olímpico aqui em Pequim.
Amigo e empresário do jovem nadador brasileiro de 21 anos, Scherer brinca e chega a dizer que não é mais Xuxa, apelido que ganhou quando nadava, agora é fã do César Cielo. Para o ex-nadador, velocidade, explosão, tranqüilidade e garra foram os ingredientes que fizeram Cielo nadar bem o tempo na China.
Fernando Scherer também destacou que César Cielo não respirou durante os 21s30 que lhe garantiram o recorde olímpico, técnica criada pelo americano Gary Hall Jr em Atenas-2004, e esteve perfeito em todos os fundamentos da prova mais rápida da natação: saída, chegada e toque na borda.
A opção de treinar nos EUA é encarada por Scherer como a busca pela paz no ano olímpico. O ex-nadador elogia Cielo por ter sido "o mais rápido quando tinha que ser e acho que o recorde mundial da prova, dois centésimos abaixo da marca da final olímpica, pode ser batido a qualquer hora.
enviada por Patrick
16/08/2008 04:22
HISTÓRIA OLÍMPICA 136
Os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, foram inesquecíveis para a Argentina. As últimas medalhas de ouro do país tinham sido conquistadas quase 70 anos antes nos Jogos de Berlim, em 36. Os argentinos quebraram o jejum em grande estilo, com títulos em duas das mais populares modalidades coletivas do planeta, o basquete e o futebol, ambos nas disputas para homens. A seleção de futebol chegou ao ouro sem tomar um gol sequer e o time de basquete superou os EUA na semifinal com vitória por 89x81.
enviada por Patrick
15/08/2008 11:44
CÉU AZUL
Já que mostrei a poluição na semana da Cerimônia de Abertura dos Jogos, tenho que ser justo e mostrar o céu azul. Normalmente, se vê uma névoa cinzenta nas paisagens de Pequim, uma mistura de umidade e poluição. A sensação de ver o céu azul novamente foi muito boa. Pena que o sol não brilhou para o Brasil em Pequim nesta sexta-feira. O país encerrou o dia sem medalha. No entanto, das doze possibilidades de medalha de ouro que tinha o país numa projeção que fiz aqui na China, apenas duas foram perdidas. Ainda acredito no futebol, no vôlei, no vôlei de praia, na vela, na ginástica e no atletismo. Além, é claro, de César Cielo na natação.
enviada por Patrick
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